domingo, 21 de janeiro de 2018

Top 100 Livros de Ficção-cientifica e Fantasia (NPR) - Os livros que já li

Ao ver nos canais no youtube da Mariana Pereira e da Raquel, So Happy with books um desafio para 2018 que consistia em ler livros do Top 100 Livros de Ficção-cientifica e Fantasia da NPR (podem consultar a lista aqui), não podia deixar de participar.
#101livrosffc

Como ponto de partida irei falar sobre os livros que já li desta lista.

1. O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien)

Talvez a saga de fantasia mais famosa de sempre. Li entre 2012 e 2013 e, apesar de reconhecer o seu valor, não é a minha saga de fantasia favorita. Por favor não me interpretem mal, eu gostei bastante de ler a obra de Tolkien. Acho que alguns alunos conseguiram ultrapassar o mestre.

5. As Crónicas e Gelo e Fogo (George R.R. Martin)

Sem espanto os livros do momento fazem parte desta lista. Comecei a ler a saga em 2012, mas só vou acabar lá para o ano 2100, quando o tio George se decidir a acabar de escreve-la. Não posso dizer que é a minha saga de fantasia favorita porque ainda não sei como acaba, mas suspeito que virá a ser.

13. A Quinta dos Animais (George Orwell)

 Li este pequeno livro em 2017 e adorei. Podem ler a minha opinião aqui. Para mim é um livro genial para quem não gosta muitos de livros de FC e Fantasia, mas quer participar no desafio. 

16. A Crónica do Regicida (Patrick Rothfuss)

Foi sem surpresa que encontrei esta saga na lista. Li os dois livros que já saíram desta saga em 2016. 
Os livros são enormes, mas fiquei triste quando acabei o segundo livro e fiquei a saber que teria de esperar para ler o terceiro. Aqui dou-vos boas razões para começarem a ler esta saga. 
Também li, em 2017, um livro que não faz parte da trilogia original mas relaciona-se com esta. Podem ler a minha opinião aqui. Eu não costumo ler estes livros extras, mas por causa de gostar tanto da saga e querer  matar saudades abri um exceção.
No ano 2100, quando já tiver saído o ultimo livro desta trilogia e As Crónicas e Gelo e Fogo também já tiverem sido terminadas, eu escolho a minha saga de fantasia favorita.

43. Mistborn  (Brandon Sanderson)

Outra saga que eu amei e não me surpreendi de encontra-la na lista. Li a primeira trilogia (que é, por enquanto, a única traduzida no nosso país) e tenho muita curiosidade para continuar a ler. Aliás, eu acho que quero ler tudo deste autor que já escrever bastantes livros. (Podem ler a opinião dos livros da trilogia aqui, aqui e aqui).

67. The Sword of Shannara Trilogy (Terry Brooks)

Pode parecer estranho, mas desta trilogia eu apenas li, em 2016, o segundo livro As Pedras Élficas de Shannara. Ao contrário do que acontece com a grande maioria das sagas em que todos os livros funcionam como uma só história, nesta trilogia cada livro pode ser lido como um livro individual. A razão pela quando eu só li o segundo foi porque este foi adaptado numa série (que eu não vi, nem faço intenções de ver) e como tal é o mais famosa da saga e assim foi aquele que me emprestaram.
Não desgostei do livro, mas também não o adorei. Apesar de ser fã de fantasia, as histórias que se baseiam nas raças de Tolkien chateia-me um pouco.

69. The Farseer Trilogy (Robin Hobb)

Em Português o nome da trilogia foi traduzido para A saga do Assassino. Li a saga em 2015 e gostei muito. Não é uma saga muito violenta, apesar de pelo título em Português dar essa ideia. Também encontrei muitas parecenças com As Cronicas de Gelo e Fogo, mas não me vou alongar muito pois acho que estas semelhanças merecem um texto só para si. De referir que o primeiro livro da trilogia é de 1995, enquanto o primeiro livro de George RR Martin é de 1996. Por terem datas de lançamento tão próximas concluo que as semelhanças são apenas coincidência.

73. The Legend Of Drizzt Series (R. A. Salvatore)

O autor R. A. Salvatore escreveu várias trilogias dentro deste universo e eu li a Trilogia do Elfo Negro. Li sem dar muito valor aos livros por duas razões: primeiro porque os livros foram  baratos e segundo porque os livros são baseados num jogo. O meu preconceito mostrou-se infundado e os livros são bastante bons, aliás prova disso é fazerem parte deste Top. Podem ler a minha opinião aqui.

81. Malazan Book of the Fallen (Steven Erikson)

Desta saga apenas li o primeiro livro o ano passado. É uma saga épica e muito original. Gostei bastante apesar de não ter compreendido muito bem o que estava a acontecer. Segundo várias opiniões que li é normal e acontece com a maioria dos leitores, e é a partir do segundo livro que os leitores começam a apreciar a saga. Por esta razão tenho muita vontade de lê-lo e quem sabe não seja uma leitura de 2018. Na opinião que escrevi aqui explico melhor por que razão esta saga é tão difícil de se compreender numa primeira leitura. 

Neste momento, no início de 2018 estes foram os livros que já li da lista. Irei escrever outro texto com os livros que gostaria de ler (que são muitos) e espero que no fim deste ano a lista esteja bem maior.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Opinião: Espelho Meu (Jill Gregory)




    Este conto pertence a uma antologia chamada "Contos da Meia-Noite". Os outros contos são:
"Amante de Sonho" - Ruth Ryan Langan
"Terras da Meia-Noite" - Marianne Willman


Nunca tinha lido nada da Jill Gregory, mas fiquei com vontade de conhecer mais o seu trabalho. Apesar de ser uma história pequena conseguiu prender-me aos personagens.

A protagonista Fiona é uma curandeira que, após ver um cavaleiro ser atacado no seu espelho, salva-lhe a vida. A curandeira tem também a seu cargo o herdeiro do rei, que vê a sua vida ameaçada. 

Encontrei aqui alguns clichés e vi muitas parecenças com o conto anterior (ainda bem que não li de seguida), mas nada que estragasse a diversão de ler. Tal como no conto anterior, recomendo este conto para quem quer ler algo divertido do que para quem está à procura de uma grande história.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Opinião: O Alienista (Machado de Assis)


Um livro pequeno que os especialistas debatem se é uma novela ou um conto. Simão Bacamarte é um médico que pretende aprofundar o conhecimento em psiquiatria, por isso funda a Casa Verde, um manicómio para todos os que ele considera louco. Ao início o médico interna os loucos conhecidos, mas passado algum tempo começa a internar alguns que são considerados são. 

Nas  primeiras páginas achei que não tinha sentido nenhum. Porque estava o médico a internar pessoas só porque gostavam muito de se arranjar. Mas no fim compreendi a mensagem que o autor quer passar, para além de me ter divertido bastante.

sábado, 30 de dezembro de 2017

2017 - Uma visão literária

Segundo o goodreads, em 2017 li 26 livros. Alguns foram calhamaços, outros contos de poucas páginas. Vou fazer uma retrospectiva dos livros que li neste ano:

O melhor: O Herói das Eras  - O fim da saga Mistborn não me desiludiu nem um pouco. (Opinião)

O pior: Em Busca da Ilha Fianchair - Prefiro nem falar mais dele. (Opinião)

Foi bom, mas podia ter sido melhor: Jardins da Lua  - Podia ter sido melhor se eu tivesse percebido melhor o estava a acontecer. (Opinião)

Um livro diferente: Ausente na Primavera - Um livro completamente diferente de tudo o que já li da Agatha Christie. (Opinião)

Uma surpresa agradável: Encantamento - Não esperava muito deste livro, mas gostei muito. (Opinião)

Um livro para pensar: (Por não conseguir escolher entre estes dois, vou falar de ambos:  A Quinta dos Animais - Uma critica muito bem conseguida. (Opinião)  e Sétimo Selo - Para pensarmos nas ações que temos diariamente e que  já estão a mudar o planeta. (Opinião)

Promessa para 2018: Continuar a ler clássicos e apostar em mais sagas de fantasia


sábado, 23 de dezembro de 2017

Opinião: O Natal de Poirot (Agatha Christie)



O Natal do Poirot foi adaptado na série televisiva Agatha Christie's Poirot, sendo o primeiro episódio da sexta temporada. Já vi todos os episódios desta série, e lembrava-me bem deste episódio pois foi um dos meus favoritos. Assim, antes de começar a ler já sabia quem era o criminoso. Mas ler Agatha Christie é bom até quando sabemos quem cometeu o crime. Podemos saborear cada pista que a autora nos dá e observar como o detetive desmascarar o criminoso.

Este crime dá-se na casa de um homem velho que convida os 4 filhos para comemorar o Natal com ele. O velhote humilha os filhos na véspera de Natal e acaba por ser morto nessa noite. A desconfiança gera-se entre a família e o crime parece não fazer sentido. Por sorte Poirot está a passar o Natal naquela zona e consegue montar cada peça de um puzzle que parecia impossível compreender.
Já gostava da adaptação e o livro não desiludiu nem um pouco. Tive sempre vontade de virar a página apesar de saber onde iria dar.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Como escolher um livro para outra pessoa

Chegou a época do Natal e muitos queremos presentear os nossos amigos com livros. Mas ao chegar a uma livraria ou pesquisar em sítios de venda online, deparamo-nos um gigantesca oferta. Há livros para todos os gostos e muitas vezes é  difícil perceber qual o indicado para oferecermos às pessoas que nos são queridas.
Como um dos meus talentos é perceber qual o livro indicado para os outros, vou aqui dar algumas dicas para a escolha de um livro para oferecer:

Hábitos de leitura.

É uma pessoa a ser presenteada lê todos os dias, ou uma daquelas que lê apenas ao fim-de-semana? Talvez algo num meio-termo. 
Para uma pessoa que lê todos os dias, um calhamaço pode ser "despachado" em pouco tempo, mas para além que só lê de vez em quando, um calhamaço pode ficar meses em cima da banca de cabeceira e perder o interesse. 

Os filmes que vê.

O teu amigo está louco para ir ver o novo filme de Star Wars ao cinema? Então ele pode gostar de ler algo de fantasia ou ficção-cientifica. Talvez seja daquelas pessoas que choram no cinema com filmes tocantes. Então um livro romântico pode ser uma opção segura
Normalmente quem gosta de um género de filmes também gosta desse género de livros.

O autor favorito.

Uma opção que vejo muitas pessoas tomarem ao oferecerem uma prenda para um amigo é comprar um livro do autor que ele mais gosta. Por um lado, quase de certeza  que o teu amigo vai gostar do livro, por outro lado, ele pode já ter comprado esse livro ou mais alguém lho oferecer.
Se comprares um livro de um autor que o teu amigo leia  muito certifica-te que ele não o têm, nem faz tensões de comprar.
Uma boa ideia é pesquisar quais são os livros aconselhados para fãs daquele autor.

Filmes/séries que são adaptações e ele gosta.

Há vários livros que eu li após ter visto a adaptação e mesmo sabendo como iria acabar, desfrutei bastante da leitura. Tal como no ponto anterior, aqui corre-se o risco, do nosso amigo já ter o livro, ou então não estar interessado em ler, porque já viu a adaptação. Pesquisar livros para fãs, pode mais uma vez ser uma opção inteligente.

O estado de espírito.

Se o vosso amigo está num estado  de espírito triste, talvez não seja uma boa ideia oferecer-lhe um livro trágico, da mesma forma que não irá achar piada a uma comédia. Talvez uma coisa que o distraia seja o ideal, 

Conhecer bem a pessoa.

Há pessoas que só lê de vez em quando mas gostam de histórias grande, então um calhamaço pode ser indicado. Há outras que gostam de experimentar, por isso um livro totalmente diferente do que estão habituados pode ser uma boa experiência.
 Não há nada como focarmo-nos na pessoa de quem gostamos e naquilo que o vai fazer ficar feliz.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Opinião: Aquele Verão na Toscana (Domenica De Rosa)



Sinopse: Todos os anos, Patricia O'Hara abre as portas do seu magnífico castello do século XIII e organiza um curso de escrita criativa na deslumbrante região da Toscana. Mas este ano, algo paira no ar quando os sete aspirantes a escritores se juntam à beira da piscina para trocar mexericos, namoriscar e escrever o livro das suas vidas. Em pouco tempo, Mary, a solteira convicta, descobre os encantos de partilhar uma Vespa; o sedutor Jeremy rende-se a talentos que não apenas os seus e até a pragmática Patricia vai arranjar tempo para uma paixão acidental. Graças a esta mistura explosiva de ego e criatividade, segredos obscuros e visitantes inesperados, uma coisa é certa: nunca se assistiu a um Verão como este. Quando o curso chegar ao fim, as suas vidas terão mudado para sempre. E um deles chegará mesmo a escrever um livro.



Opinião: Antes de mais devo admitir que o que mais me atraiu neste livro foi passar-se numa escola de escrita criativa. Estava à espera de conseguir ali algumas dicas, mas acho que não era bem esse o objetivo da escritora. Apesar disso não deixei de desfrutar da leitura.

Como indica a Sinopse, o livro trata mais dos personagens e dos seus encontros românticos. Algumas das personagens são bem construídas e a narrativa vai alterando entre os seus pontos de vista. Outras são secundárias, mas acabam por amarrar bem as intrigas. De todas as personagens as minhas favoritas foram a velhota Mary e jovem de baixa autoestima Anna. Achei que fosse gostar da Patricia, não só porque tem o mesmo nome que eu como também é do signo virgem, mas  não achei que fosse  minimamente parecida comigo. Consegui-me identificar mais com a Anna.

Após ter escrito sobre os clichés que odeio este livro fez uma coisa que para mim foi muito engraçada e  inteligente: gozou com os seus clichés. O professor de escrita criativa diz aos alunos aquilo que não devem escrever: coincidências, reencontro nos momentos oportunos, etc. E esses clichés  acabam por acontecer, mas não me incomodaram. Acho que se o autor goza com os clichés deixam de ser clichés.