domingo, 15 de outubro de 2017

Opinião: Jardins da Lua (Steven Erikson)


O Jardins da Lua é  o primeiro volume da saga Malazan Book of the Fallen, que eu já tinha vontade de ler até antes deste primeiro volume ter sido traduzido. 

Já não me lembro a última vez que levei tanto tempo para ler um livro. Não foi porque não esta motivada a ler, antes pelo contrário,  mas sim devido à dificuldade que tive em compreender o que se estava a passar.

Vou comparar Jardins da Lua com Guerra dos Tronos, em ambos os livros temos diversos personagens com pontos de vista que narram uma guerra que está a decorrer. Em Guerra dos Tronos conhecemos os personagens antes de a guerra começar. Vemos as motivações de cada um deles e compreendemos a sua posição. E já não são livros fáceis de compreender.
Em Jardins da Lua a guerra já começou há algum tempo. Não temos uma apresentação dos personagens, nem das razões para as quais levaram aquele ponto da história. Admito que cheguei a pesquisar se este era mesmo o primeiro livro da saga, porque deu-me a sensação que existia um livro anterior.

Como se não fosse suficiente a ação já ter começado, o mundo é muito complexo. A magia também não é apresentada. Não é como em Harry Potter em que nós vamos descobrindo a magia à medida que o protagonista também a descobre. Aqui os personagens já são especialista em usar os poderes dos labirintos. Acrescentando a isto a constante intervenção dos deuses.

Após ter comparado este livros a duas das sagas que mais gosto, posso referir que achei este livro é o inicio de uma saga diferente de tudo o que já. As personagens que nós nos importamos não são nobres que comandam exércitos, mas sim os soldados desses exércitos. O sistema de magia é original. O mundo bem construído e complexo.

Aguardo que os outros volumes da saga sejam publicados em breve.

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião: O Heroi das Eras (Brandon Sanderson)


(Primeira Parte)

Após ter adorado os dois primeiros livros da trilogia, não fiquei nem um pouco desiludida com o ultimo volume.
Um das coisas que mais valorizo num livro é a criatividade. Não gosto de ficar com a sensação que já tinha lido algo parecido. O Herói das Eras teve um desfecho que não foi nada do que eu estava à espera.
Outra coisa que valorizo em fantasia é a construção do mundo e este livro esclareceu todas as minhas dúvidas. Aliás, nesta trilogia Brandon Sanderson mostrou ser um escritor genial na construção do universo.

(Segunda parte)

Por fim (e talvez o mais importante) quero ressaltar as personagens. Todas muito bem construídas e nenhuma estava lá apenas por estar. Até os personagens secundários são importantes para a conclusão.

Uma saga obrigatória para todos os fãs de fantasia.

domingo, 1 de outubro de 2017

Opinião: A Música do Silêncio (Patrick Rothfuss)


Como eu já referi aqui, sou uma grande fã das Crónicas do Regicida, sendo para mim uma das melhores sagas de fantasia que já li.

Ao ler os dois volumes já publicados da saga, a Auri foi uma das personagens que mais me intrigou. É fofinha, inteligente, solitária. Inúmeras teorias começaram a formar-se e fiquei com a sensação que é uma personagem mais importante do que inicialmente julguei.´

Neste livro vemos o dia-a-dia da Auri. Apesar de ela não ter interação com nenhuma pessoa durante o livro todo, ela compreende os objetos e sabe onde eles pertencem estar. Fico na dúvida se este conhecimento deve-se a uma capacidade fora do comum ou a  loucura (talvez um pouco das duas).

É um livro fora do comum, que como o próprio autor diz, é possível que não agrade a muitos leitores. Eu encaixo-me no grupo de leitores a quem o livro agrada. Não está ao nível dos volumes principais da trilogia, mas sabe bem rever o universo. Demorei a habituar-me à leitura, mas quando acabei fiquei com vontade de ler mais um pouco.

sábado, 26 de agosto de 2017

Opinião: O Apelo da Selva (Jack London)


Buck é um cão enorme que é tirado da sua vida calma e vendido como um cão de trenó. É ao enfrentar o frio do norte do continente americano que Buck começa a sentir o apelo de uma vida selvagem
Apesar de ser um livro leve, vi-me envolvida com a história do Buck. Acho que eu gostar muito de cães também ajudou.
Este clássico é, no meu ponto de vista, uma crítica à forma como o ser humano se comporta como um animal selvagem ao tentar ter mais dinheiro. 


sábado, 5 de agosto de 2017

Opinião: Milagre (Deborah Smith)


Eu gostei muito dos outros livros desta autora, mas este ficou um pouco aquém. Se eu esquecer que é da Deborah Smith, posso dizer que é um  chick lit normal.

Aquilo que mais me irritou foi conseguir detetar a fórmula dos romances. Apesar de a autora ter tentado dar a volta, ela está lá. 

A Amy Miracle é uma personagem bem construída. Para mim, enquanto leitora, consegui perceber as razões para ela agir da forma como agia, mesmo que parecesse que estava a tomar decisões idiotas. O par romântico, o Sebastien deixou-me um pouco irritada. A justificação para as ações deles também eram tão compreensíveis, mas pareceu-me uma pessoas demasiado fria. 

O Milagre é um livro interessante e divertido, aconselho a quem gosta de romances fofinhos.

sábado, 29 de julho de 2017

Opinião: Regresso (Victoria Hislop)



Como já referi em publicações anteriores, adoro ficção-histórica e que a Vitoria Hislop sabe escrever este género com mestria. Os factos históricos são bem conjugados com o percurso de cada personagem que quase dá ideia que podia ter realmente acontecido.

Este livro interessou-me bastante por ser em Espanha. Ao contrário do que aconteceu com os outros livros que li da autora, cuja ação decorre no Chipre e na Grécia, eu já visitei algumas das cidades descritas no livro e já conhecia alguns factos históricos.

No início do livro conhecemos duas amigas inglesas que vão a Granada ter aulas de dança. 
A Sonia, uma das amigas, vai a um bar de Granada, onde conhece o idoso que é responsável pelo bar. O idoso conta-lhe a história da família a quem o bar pertencia na década de 30 do século passado. Uma família feliz no inicio do livro, que sobre as consequências da Guerra Civil.
Desta forma, o livro pode dividir-se em dois arcos, um no "presente", o outro no passado. Gostei mais do arco passado, apesar de por vezes ser muito triste.

Não fiquei nem um pouco desiludida com o livro e quero continuar a ler tudo desta autora.

domingo, 23 de julho de 2017

Devaneio: A fórmula dos romances

Pensando em todos os livros românticos que li, consigo encontrar um padrão que se repete em muitos. Como sou uma fã matemática, vou traduzir este padrão numa fórmula muito simples:

Romance = Homem Forte + Mulher Sensível

É uma fórmula tão "boa" que funciona não só em chick lit, como também para filmes de desenhos animados, comédias românticas e até alguns livros de fantasia ou ficção cientifica.